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| Segunda-feira, 23 de Junho de 2025, 16h56 COMÉRCIO Comércio segue autorizado a abrir aos domingos após adiamento de nova regra federal Redação CDL - José Roberto A nova regulamentação sobre o trabalho aos domingos e feriados no setor de comércio foi adiada pelo Ministério do Trabalho pela terceira vez após pressão de associações que representam as empresas. A portaria nº 3.665 foi publicada em novembro de 2023 e, inicialmente, entraria em vigor no final do ano passado. O texto altera norma vigente durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que permitia o trabalho em domingos e feriados por meio de simples acordo entre patrões e empregados. Com isso, setores como supermercados, shoppings, atacadistas e o comércio em geral, que antes estavam amparados pela autorização permanente prevista na norma do MTE, agora precisarão passar por negociação coletiva para manter suas atividades nessas datas especiais. O governo ressalta que a Lei nº 10.101/2000, alterada pela 11.603/2007, exige que a permissão para o trabalho em feriados seja negociada entre trabalhadores e empregadores por convenção coletiva, que prevalece sobre portarias. Em nota, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirma que o governo tem compromisso com o "diálogo" e decidiu pela nova prorrogação após uma conversa com o presidente da Câmara dos Deputados e com as lideranças. A portaria foi criada após reclamações de entidades sindicais que apontaram o descumprimento da legislação que garante o direito do trabalhador do comércio de negociar as condições para trabalhar aos domingos e feriados. Em Sinop, o presidente da CDL, Edmundo da Costa Marques Neto, avalia que a medida desconsidera as realidades locais e regionais, especialmente em estados como Mato Grosso, onde o comércio tem forte peso na economia e funciona com grande fluxo nos fins de semana. “É preciso respeitar as diferenças do país. Em cidades como Sinop, o domingo é um dos dias mais importantes para o comércio, principalmente em setores como supermercados, lojas de utilidades e serviços essenciais. A exigência de convenção coletiva engessa os pequenos empresários, que muitas vezes não têm sequer representação sindical ativa para negociar”, destacou o presidente. Edmundo reforça que a CDL Sinop defende o diálogo e a liberdade de organização, mas alerta para os impactos da burocratização excessiva. |
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Fonte: Câmara de Dirigentes Lojistas de SINOP Visite o website: https://www.cdlsinop.com.br |