Notícias

Quinta-feira, 12 de Março de 2026, 06:00

Tamanho do texto A - A+

País começa o ano com aumento na busca por crédito, principalmente para empréstimos

Por: Redação - José Roberto Gonçalves

O cenário da busca por crédito no Brasil teve crescimento de 3,51% em janeiro de 2026 em relação a janeiro de 2025. Na passagem de dezembro para janeiro/2026, o número de consultas cresceu 6,58%. Os dados fazem parte do Indicador de Demanda por Crédito da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil.

Analisando o perfil do consumidor que buscou crédito no Brasil em janeiro, nota?se que o público predominante é o masculino, com participação de 54,61%. Na abertura por faixa etária, o público com participação mais expressiva foi de 40 a 49 anos, que representou 24,17% do total.

Do público consultado, 6,35% contrataram algum serviço de crédito. Os dados mostram que desse público, 80,84% contrataram Empréstimo e 16,56% contratou Financiamento, totalizando 97,39%.

“Os dados mostram que o brasileiro continua demandando crédito, mas com pouca gente realmente contratando, refletindo consumidores pressionados por renda comprimida, juros elevados e alto endividamento. Com uma demanda maior por empréstimos é possível inferir que o crédito é cada vez mais buscado para recompor orçamento, não para consumo planejado. O cenário indica um mercado travado: há demanda, mas com baixa qualidade, alto risco e pouca capacidade de sustentação no médio prazo”, destaca o economista Feliciano Azuaga.

Observando a abertura por grupos financeiros que realizaram consultas em janeiro, o grupo com participação mais expressiva no Brasil foi Intermediação monetária depósitos à vista (37,24%), seguido por Seguros de vida e não vida (21,94%), que totalizam 59,18% das consultas. No momento da consulta, 35,75% dos consumidores possuíam alguma restrição ativa.

“O acesso ao crédito é, sem dúvida, o principal motor de ascensão social e consumo das famílias brasileiras, mas exige responsabilidade mútua. Quando a inadimplência cresce, criamos um ciclo vicioso: o risco maior para as instituições se traduz em juros mais elevados, empurrando o consumidor para modalidades de crédito mais caras e perigosas. Isso corrói o poder de compra e gera um impacto social profundo, pois o endividamento descontrolado retira o bem-estar das famílias e trava o dinamismo da nossa economia”, alerta o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior.

Avalie esta matéria: Gostei | Não gostei