Em 2026, o salário mínimo no Brasil foi oficialmente fixado em R$ 1.621, representando um aumento de R$ 103 em relação ao piso vigente de 2025. Esse reajuste reflete a política atual de valorização do salário mínimo, que considera tanto a inflação acumulada como o crescimento da economia, limitado por regras fiscais vigentes no país. O novo valor passou a valer oficialmente em 1º de janeiro de 2026 e será pago já nos salários de fevereiro.
Esse reajuste tem impacto direto sobre milhões de trabalhadores – incluindo aqueles que recebem salário mínimo, benefícios vinculados ao piso como seguro-desemprego e BPC, além de aposentados e pensionistas – e traz também reflexos imediatos nas contas das empresas, especialmente no custo da folha de pagamento e dos encargos sociais que se relacionam com o piso salarial.
Segundo o presidente da CDL Sinop, Edmundo da Costa Marques Neto, o aumento do salário mínimo significa não só mais renda na mão do trabalhador, mas também um ajuste importante que precisa ser planejado por empregadores e lojistas. “É essencial que as empresas entendam esse novo patamar para ajustar sua projeção de custos com pessoal e manter sustentabilidade financeira ao longo de 2026”.
Ele avalia que o reajuste do salário mínimo traz reflexos diretos tanto para empresas quanto para trabalhadores, exigindo atenção redobrada ao cumprimento da legislação trabalhista e ao planejamento financeiro dos negócios. “No mercado atual, empregadores e colaboradores precisam estar atentos aos seus direitos e deveres, desde o registro correto até o pagamento dos encargos e benefícios previstos em lei. Esse cuidado evita passivos trabalhistas e contribui para relações mais equilibradas e sustentáveis dentro das empresas”.
Do ponto de vista empresarial, o aumento do salário mínimo tende a elevar os custos da folha de pagamento – não apenas pelo reajuste do salário em si, mas também pela elevação proporcional de tributos e contribuições que incidem sobre o piso salarial. Por isso, é crucial que os lojistas se preparem financeiramente para 2026, revisando o planejamento orçamentário e projeções de despesa com pessoal, considerando não só o novo salário mínimo, mas também possíveis aumentos de benefícios vinculados ao piso.
Recomenda-se, por exemplo, a análise de impacto no caixa, a revisão das margens de lucro e a reavaliação de contratos e benefícios que utilizam o salário mínimo como referência — como vale-alimentação, abonos e outros direitos trabalhistas.
Ao mesmo tempo, colaboradores e empregadores precisam estar alinhados sobre direitos e deveres: o empregado tem direito a salário compatível com a lei, registro formal e recolhimento correto de FGTS e INSS; o empregador, por sua vez, tem o dever de cumprir essas obrigações e, ao mesmo tempo, deve planejar seu negócio de forma a manter a competitividade e a saúde financeira da empresa. Esse equilíbrio é fundamental para que o reajuste seja positivo para a economia local como um todo.